GENTE E NEGÓCIOS
17/07/2009
O SIMPEP - Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná, alerta que o PVC - Policloreto de Vinila, principal matéria prima para fabricação de tubos e perfis na construção civil, teve reajustes superiores a 23% em menos de 30 dias no mercado internacional.
O mercado interno, por sua vez, iniciou há 60 dias a retomada dos preços, acumulando repasses da mesma ordem com perspectivas de novos aumentos para os próximos meses.
Abaladas pela crise mundial, as indústrias petroquímicas buscaram no primeiro semestre desse ano o realinhamento da produção, adequando-a. Atualmente, buscam recompor os preços e as margens do segundo semestre do ano passado.
“Os empresários estão trabalhando no limite e não vão conseguir segurar o repasse para os consumidores, causando um forte impacto em diversos setores, principalmente na construção civil que utiliza uma grande quantidade de tubos e perfis”, diz Dirceu Galléas, presidente do SIMPEP.
Os transformadores estão sofrendo o impacto dos aumentos e, segundo o SIMPEP o repasse dos reajustes é inevitável para que as empresas consigam se manter no mercado.
Braskem e Solvay no Brasil, únicos produtores desta matéria prima, acompanham a evolução dos preços no mercado internacional e os valores do Policloreto de Vinila - PVC oscilam de acordo com a oferta e demanda, tendo, preços cotados internacionalmente, ou seja, se subiu na Ásia, sobe na Europa, EUA e também no Brasil.
“A indústria não tem medido esforços para levar aos consumidores produtos de qualidade e com preços acessíveis, mas está ficando insustentável a manutenção dos valores”, completa o presidente.
Fonte: wbc@sulbbs.com.br
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