CONSTRUÇÃO
03/03/2010
Em prédios de apartamentos antigos,
são comuns os rateios extras para
troca de tubulação. Isso porque as tubulações
têm uma vida útil que pode ser
maior ou menor dependendo do tipo de
material e das condições de utilização.
A durabilidade das tubulações em uso
nos edifícios depende de uma série de
fatores, cuja estimativa é difícil de ser
feita com precisão. Entre esses fatores se
destacam: o tipo de material dos tubos
e conexões (PVC, PPT, cobre, aço galvanizado
ou ferro fundido); o tipo de junta
(solda, rosca com vedante, fusão pelo
calor, fusão por adesivo solvente, anel de
borracha elástico); as condições de exposição
(embutido em alvenaria, dentro
de argamassa de contrapiso de laje, instalação
aparente com e sem incidência
de radiação solar, sujeição a variações
térmicas, sujeição a movimentações e
acomodações estruturais); e a natureza
química e temperatura do líquido transportado
pela tubulação (água potável
clorada, água quente, esgoto doméstico,
águas pluviais e outros).
A água potável disponibilizada pela
rede urbana em certas localidades pode
apresentar sais minerais dissolvidos que
se mostram agressivos a certos materiais
de tubulações, concorrendo para a redução
da vida útil. Este é o caso da elevada
concentração de carbonatos e de bicarbonatos
de cálcio e magnésio, e também
quando ocorrem cloretos, oxigênio e
cloro ativo livre, presentes em pequenas
concentrações. Esses componentes se
mostram agressivos, com o passar do
tempo, por exemplo, para tubos de aço
carbono galvanizado. Dois tubos deste
material, de uma mesma marca e mesmo
lote de fabricação, poderão ter durabilidades
diferentes ao conduzirem água
com naturezas salinas diferenciadas.
Um fator que acelera acentuadamente
a degradação de tubos de aço
carbono galvanizado e conexões de ferro
maleável galvanizado é o chamado “par
galvânico” ou “pilha galvânica”. Quando
estes materiais são colocados em
contato direto com outro tubo metálico
de natureza eletroquímica muito diversa
em presença de água (como o cobre,
por exemplo), surge uma fraca corrente
elétrica de baixa voltagem na região de
contato desses metais diferentes, como
ocorre com uma pilha ou bateria elétrica.
Esse processo origina reações químicas
de degradação do metal menos nobre,
causando corrosão prematura e acelerada
na tubulação galvanizada.
Quando possível, um recurso para
evitar a corrosão galvânica em tubos
metálicos é interpor uma camada isolante
de material não condutor entre os
metais diferentes. É o caso de uma tira
de borracha flexível colocada no apoio
de um tubo de cobre em suporte de aço
carbono galvanizado.
Qual é o tempo de vida
útil das tubulações de um
edifício?
Devido à extrema variabilidade dos
materiais e das condições de exposição,
também é difícil avaliar o período
econômico de vida útil das tubulações
de uma edificação, ou seja, o tempo máximo
recomendado para ficarem em uso
no edifício. Isto porque, a partir de uma
certa idade em operação, os incômodos
com vazamentos e gastos com reparos
pontuais de uma tubulação passam a ser
significativos, compensando serem substituídos
por outra nova. Sob condições de
exposição bastante favoráveis ao longo
de toda a vida útil, estima-se os seguintes
períodos econômicos para diferentes
materiais de tubulações:
Cerca de 20 a 25 anos para tubos de
PVC (podendo chegar a 45 anos);
Cerca de 12 a 18 anos para tubos de
aço galvanizado com conexões de ferro
maleável galvanizado (porém atualmente
apenas de 8 a 10 anos em certas localidades);
Mais de 80 anos para os tubos de
cobre com conexões de cobre/bronze,
quando expostos a água não agressiva.
Tubulações com materiais de tecnologia
de produção mais recente, como o
CPVC (cloreto de polivinila clorado), o polietileno
reticulado (PEX) e o polipropileno
random (PPR), ainda não alcançaram
idade em uso suficiente para a avaliação
econômica do tempo de vida útil, por hora
estimando-se para eles uma durabilidade
semelhante à do PVC.
Fonte: Fórum da Construção
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